Pular para o conteúdo
Manual de Marcas
Registro de Marca

GRU do INPI para marcas: códigos, descontos e os erros que travam o pedido

Por Equipe Manual de Marcas · 17/08/2026

Neste artigo

Nenhum pedido de marca existe sem ela: a GRU, Guia de Recolhimento da União, é o pedágio de cada etapa do processo no INPI. Parece detalhe operacional, e é exatamente por parecer detalhe que ela derruba tanto pedido: código trocado, desconto declarado errado, pagamento depois do protocolo. O mapa abaixo evita os buracos mais caros.

Como a GRU funciona

A guia é emitida no sistema de pagamentos do INPI, logada no seu cadastro, escolhendo o serviço desejado; o número da GRU paga é o que você informa ao protocolar o ato correspondente. Duas regras de ouro: a GRU certa para o serviço certo (cada ato tem código próprio) e pagamento antes do protocolo, na ordem que o sistema espera.

Os códigos do depósito: 389 x 394

Na largada do registro, a escolha é entre dois códigos, conferidos na tabela de retribuições vigente:

CódigoServiçoTaxa cheiaCom desconto de 50%
389Pedido com especificação pré-aprovada (itens da lista pronta do INPI)R$ 880R$ 440
394Pedido com especificação de livre redaçãoR$ 1.720R$ 860

A lista pré-aprovada cobre a imensa maioria dos negócios e custa metade; a redação livre existe para atividades que a lista não descreve bem. A escolha conversa direto com a classe de Nice e com a estratégia de proteção: especificação é escopo, não formalidade.

O desconto de 50% (e a armadilha de declará-lo errado)

MEI, microempresa, EPP e pessoa física, entre outros enquadramentos da tabela, pagam metade da taxa. O desconto é declarado na emissão da GRU, e aqui mora uma armadilha dupla: não declarar é pagar o dobro sem necessidade; declarar sem ter direito (a empresa que perdeu o enquadramento, por exemplo) gera exigência, atrasa o exame e pode custar a diferença com o processo travado. Confira o enquadramento no dia da emissão, não no da lembrança. A calculadora de custo do portal aplica a tabela e o desconto ao seu caso.

Os erros clássicos de pagamento

  • Código errado: o valor não migra sozinho para o serviço certo; o ato fica irregular, e a devolução do pagamento equivocado é um pedido de restituição à parte, lento. Dez segundos de conferência economizam meses.
  • Pagar e não protocolar: GRU paga não é pedido feito; o depósito só existe com o protocolo concluído no sistema, vinculando a guia.
  • Pagar fora do prazo do ato: em petições com prazo (cumprimento de exigência, recurso), a GRU precisa acompanhar o protocolo dentro da janela; guia paga depois do prazo não ressuscita ato precluso.
  • Dados divergentes: GRU emitida num CPF e pedido protocolado noutro CNPJ é convite a exigência formal.

O essencial

GRU é simples quando se respeita a tríade: código certo (389 ou 394 no depósito), enquadramento declarado com lastro, pagamento antes do protocolo e dentro do prazo do ato. O custo completo do registro, com todas as etapas e o seu enquadramento, está detalhado em quanto custa registrar uma marca; e no nosso fluxo a emissão sai certa porque é conferida por quem faz isso todo dia.

Perguntas frequentes

O que é a GRU do INPI?
A Guia de Recolhimento da União é o boleto oficial que paga cada serviço do INPI. No registro de marca, cada etapa tem a sua: o depósito do pedido, eventuais petições (oposição, recurso, cumprimento de exigência com juntada) e, lá na frente, a prorrogação. A GRU se emite no sistema do INPI, vinculada ao seu cadastro.
Qual código de GRU usar para depositar uma marca?
Os dois códigos do pedido de registro são o 389, para especificação pré-aprovada (você escolhe os itens da lista pronta do INPI, taxa cheia de R$ 880), e o 394, para especificação de livre redação (R$ 1.720). Para a maioria dos negócios, a lista pré-aprovada cobre bem e custa metade.
Quem tem direito ao desconto de 50% nas taxas?
Microempreendedor individual, microempresa, empresa de pequeno porte, pessoa física, entre outros enquadramentos previstos na tabela do INPI. O desconto é declarado na emissão da GRU e precisa ser comprovável: declarar enquadramento errado gera exigência e pode travar o processo.
Paguei a GRU com código errado. E agora?
Código errado não vira crédito automático para o serviço certo: o protocolo correspondente fica irregular e o INPI formula exigência ou desconsidera o ato. É preciso pagar a GRU certa para o serviço e, para o valor pago errado, pleitear restituição, um processo à parte e lento. Conferir o código antes de pagar custa dez segundos.
Pago tudo de uma vez no depósito?
Não. No depósito paga-se a taxa do pedido. A taxa de concessão do primeiro decênio, que existia como etapa paga, está zerada na tabela vigente para os cenários comuns, mas etapas eventuais (oposição, recursos, prorrogação futura) têm GRUs próprias nos seus momentos. O fluxo de caixa do registro é por etapas, não à vista.

Quer uma marca memorável?

Conheça o serviço de branding da Integrare.